sábado, 4 de março de 2017

Dinâmica Quaresmal - Das Cinzas a Pentecostes



 A quaresma é um tempo em que nos reunimos como igreja para fazer um grande Retiro Espiritual. Todos os anos, a catequese da Paróquia São Sebastião de Ipu faz um grande retiro que começa na quaresma e vai até pentecostes. Neste ano dedicado a Nossa Senhora pelos 300 anos de Aparecida não poderia ser diferente.

Caminhada Quaresmal – Das cinzas a Pentecostes
1ª Parte
A experiência catequética que vamos adquirindo ao ritmo do caminho da comunidade nos propõe uma experiência Pascal dentro da Igreja, buscando fazer da alegria do Evangelho sua intransferível missão como discípulos de Jesus.
Ao pensar na caminhada catequética, das Cinzas ao Pentecostes de 2017, temos em conta a oportunidade singular que a própria liturgia nos oferece de nos reconduzir às fontes da alegria, uma vez que a Quaresma do Ano A tem um afirmado sentido “sacramental”. Mesmo não recebendo os sacramentos de Iniciação nesta época, buscamos fazer da quaresma e da Páscoa um tempo de purificação e iluminação, para no final do ano estarmos prontos para o nosso encontro com Jesus Sacramentado. Para aqueles que já são batizados, crismados e alimentados na Eucaristia, a Quaresma é oportunidade de revitalizar a graça recebida e de se deixar renovar nas fontes da alegria, de modo que transbordem e irradiem, por onde passar. O tempo pascal é por excelência o tempo da mistagogia, propício a saborear e a partilhar, em chave missionária, a graça recebida.

Vamos procurar ao longo da Quaresma, da Páscoa e Pentecostes, aprofundar o significado dos símbolos batismais da água, da luz e da vida. Maria, Mãe de Jesus, tem um lugar insubstituível neste caminho. Sentimo-la presente em Caná da Galileia junto de Jesus e dos seus discípulos. Estará igualmente presente em todos os momentos da vida de Jesus e da vida da Igreja. As seis talhas de água das bodas de Caná aproximam-nos desse momento aí vivido por Maria e por Jesus (cf. Jo 2,1-11). E nos 50 dias da Páscoa iremos contemplar os mistérios luminosos do Rosário, as 50 contas do terço, rezando uma ave maria por dia, e em cada ave maria um propósito.
A partir desta leitura, talvez a única em que Nossa Senhora se dirige a nós com um pedido e uma ordem ao mesmo tempo, fizemos uma associação de ideias, palavras e imagens, e assim surgiu a simbologia das Talhas de Pedra que para nós, nos dias atuais, são potes. Não dá para colocarmos 6 potes na Igreja, mas colocaremos um e a cada semana um propósito. E os verbos ou ações descritas na narrativa do primeiro sinal de Jesus, em Caná da Galileia, por sugestão de Maria, sua Mãe (cf. Jo 2,1-12), são também aqui sugestivos para uma caminhada em três tempos: encher as talhas (Quaresma), tirar e saborear (Tríduo Pascal) e levar (Tempo Pascal).
Em coerência com a dinâmica da Quaresma, queremos insistir, tanto aos catequistas como aos catequizandos, a prática da oração e da meditação de, pelo menos, um mistério do rosário por semana, de modo a revitalizar a família, como Igreja orante. Os mistérios a serem contemplados você encontrará no livro de Orações do Cristão.
A nossa catequese tem o propósito de oferecer caminhos de acesso, de encontro e de partilha das fontes da alegria, sem deixar de lado a exemplaridade e guia de Maria e a possibilidade de “beber do Evangelho nas fontes de Aparecida”.
A catequese propõe a catequistas, catequizandos e seus familiares se colocarem «a caminho com Maria, pelas fontes da alegria».
I. O LEMA DA NOSSA CAMINHADA
A expressão “a caminho” nos coloca lado a lado com a peregrinação do Povo de Deus, nos seus quarenta anos pelo deserto, e o nosso caminhar como missionários da Igreja do Senhor. Associada a esta ideia está a peregrinação mariana que este ano terá particular expressão na celebração do Jubileu “300 anos de bênçãos”, com Nossa Senhora Aparecida, tornando-se esta, para nós, oportunidade de percorrer “o caminho da alegria”.
A ideia de ter Maria como companheira e guia desta caminhada, “com Maria”, quer colocar a Virgem Maria como causa da nossa alegria. Aliás, seja na Quaresma, no Tempo Pascal, e até mesmo em Pentecostes podemos sempre deixar-nos inspirar e guiar pelo exemplo e intercessão de Maria.
Sabemos que o tempo da Quaresma é um tempo propício para a escuta da Palavra de Deus, dedicação maior à oração, fazer penitência, recordar o seu Batismo como discipulado e seguimento a Cristo, preparando-se para celebrar dignamente a Páscoa. Neste caminho quaresmal, a liturgia propõe aos fiéis a Virgem Santíssima, como exemplo do discípulo que escuta atentamente a Palavra de Deus e, seguindo os passos de Cristo, dirige-se para o lugar do Calvário, para morrer com Ele.
No Tríduo Pascal, a Virgem Maria é apresentada aos fiéis como a nova Eva, isto é, a «mulher nova», que, junto à árvore da vida (cf. Jo 19,25), foi associada a Cristo, o «homem novo» e também como a mãe espiritual, a cuja solicitude materna o Senhor encomendou os discípulos.
No «grande domingo», isto é, nos 50 dias em que a Igreja celebra com alegria e júbilo o mistério pascal, a liturgia romana recorda também a Mãe de Cristo, na sua profunda alegria pela ressurreição de Cristo e na sua oração com os Apóstolos, esperando confiadamente o dom do Espírito Santo (cf. At 1,14). A Igreja, por seu lado, ao exercer a sua função materna, celebrando os sacramentos da iniciação cristã - que são os sacramentos pascais - reconhece na Virgem Santíssima o exemplo da sua maternidade; mas compreende também que na Mãe de Cristo tem o exemplo e o auxílio para a missão de anunciar o Evangelho, que Cristo lhe confiou depois de ressuscitar dos mortos (cf. Mt 28,19-20).
E a expressão “pelas fontes da alegria” sugere a ideia de procura, de busca, de saída, de encontro.
A nossa proposta é que a cada semana possamos mergulhar nesta fonte (na Quaresma), saborear e tirar dela a graça da alegria (no Tríduo Pascal), para a levar aos outros (no Tempo Pascal). Eis algumas sugestões de fontes de alegria que se relacionam bem com a exemplaridade de Maria e a mensagem de Fátima:
v Na Quaresma, a conversão, a escuta da Palavra, a adoração, a contemplação, a oração, o sacrifício;
v No Tríduo Pascal, a Eucaristia, a Cruz e a Ressurreição; no Tempo Pascal, o anúncio, a misericórdia, a peregrinação, a vocação, o serviço, o testemunho, a esperança e a missão.
Deixo aqui alguns tópicos, como pontos de partida, para a criatividade de cada grupo. Queremos sintetizar nossa proposta em três eixos:
v Uma ideia, uma imagem e um sentimento;
v Quaresma, Páscoa e Pentecostes;
v água, luz e vida
v encher as talhas (Quaresma), tirar e saborear (Tríduo Pascal) e levar (Tempo Pascal).
Eixo 1.        A IDEIA DA NOSSA CAMINHADA: A CAMINHO, COM MARIA, PELAS FONTES DA ALEGRIA!
Maria, nas bodas de Caná, ilumina o caminho da conversão, da alegria e da missão, quando se esvazia de si, para deixar o Senhor entrar na nossa vida, escutando e cumprindo a sua Palavra, de modo que Ele possa transformar-nos e renovar-nos nas fontes da alegria. Maria revela-se, nas bodas de Caná, como verdadeira «causa da nossa alegria».
Alguns verbos e movimentos associados a esta cena mariana dão-nos o motivo certo para nossa caminhada em três tempos, sob a guia, inspiração e companhia de Maria:
v as seis semanas da Quaresma (encher as seis talhas);
v o Tríduo Pascal (tirar a água e saborear o vinho);
v os cinquenta dias do Tempo Pascal (servir o vinho bom e levá-los aos outros).
Como Fazer
Quaresma: em busca da alegria que brota do encontro com Cristo!
Prepare uma talha (pote)em frente ao altar onde os catequistas fazem a oração comunitária. No Altar deve ser entronizado a Palavra de Deus ao lado da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Prepare também 6 envelopes com as palavras da fonte da Alegria para ser colocado, um a um conforme as semanas (como iniciamos uma semana depois da quaresma faremos a colocação de 2 envelopes na 1ª semana). Na boca da Talha você coloca o terço. Não coloque muitas flores pois estamos na quaresma.

SEMANAS
FONTES DA ALEGRIA
4.ª Semana
5.ª Semana
ORAÇÃO (AMIZADE COM CRISTO)
Semana Santa
SACRIFÍCIO (DOM DE SI MESMO)

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